Campo profundo do James Webb

Olá, meu povo! Tudo bem com vocês? Espero que sim. Estava com esse pensamento em mente então resolvi postar.
O conteúdo de hoje é sobre uma das figuras mais famosas da internet dos últimos anos — ou melhor, a segunda mais famosa, porque a imagem do buraco negro M87 é melhor.
A fantástica imagem a que me refiro é a do Campo Profundo do James Webb. Sim, aquela em que aparecem inúmeras estrelas, galáxias e até lentes gravitacionais.
Pensando: o que tem de mais? Bom, essa imagem foi feita pelo super telescópio espacial James Webb, que passou horas focando em um pequeno ponto no vasto universo. Quando ela foi publicada, gerou inúmeras discussões em toda a comunidade de astrofísica no mundo todo.
Essa imagem data de uma distância de 13,2 a 13,4 bilhões de anos. Isso quer dizer que a luz demorou mais de 13 bilhões de anos para chegar até nós. Como explicarei isso? Vejamos um exemplo prático:
Nunca enxergamos os astros no “mesmo tempo”. Para entender bem, basta pensar em dois pontos distintos, de A até B: se alguém estivesse a 30 mil anos-luz de distância da Terra e apontasse para o nosso planeta, não nos veria em 2026, e sim como a Terra era há 30 mil anos. Todas as vezes que olhamos para o espaço, nós o enxergamos como ele foi no passado.
O nosso Sol, por exemplo: a luz percorre uma distância que leva cerca de 8 minutos para chegar à Terra — sabia disso? Ou seja, toda vez que olhamos para o Sol, estamos vendo ele com 8 minutos de “atraso”.
É por isso que não temos visitantes intergalácticos chegando ao nosso planeta: para eles, ainda estaríamos em uma fase muito antiga da formação do mundo. E, quanto maior a distância, mais “caótico” e primitivo o planeta parecerá para esses observadores.
E a foto do Campo Profundo… o que tem de mais?
Um dos pontos que gerou debate astronômico foi a estranheza de encontrar galáxias bem antigas em um período em que “não deveria” existir nada. O espaço de 300 a 500 milhões de anos logo após o Big Bang é conhecido como Idade das Trevas do Universo. Ao apontar o James Webb, deveria retornar o nada. Mas por que encontramos estrelas e galáxias gigantes nessa época?
Muitos acreditaram que a descoberta do James Webb tinha desfeito uma teoria consolidada pela física cosmológica, ou seja, quase decretaram o fim do Big Bang. Se levarmos em consideração, era isso. Mas não é assim como nós pensamos. A Teoria do Big Bang está intacta e muito forte há anos.
Ao analisar a foto, enxergamos uma coloração de galáxias em tons de vermelho. Isso quer dizer que essas galáxias estão tão distantes que a cor que elas emitem é desviada para o vermelho. Esse fenômeno se chama redshift.
Para saber mais, escrevi um texto. Comprimento de onda por área unitária. Há alguns anos, quando eu estava estudando um curso da Universidade de Sidney, na Austrália, os professores explicaram perfeitamente bem os fenômenos que ocorrem e as distorções de cores quando a galáxia está distante e quando está próxima de nós.
Sabemos que, desde a formação do Universo até hoje, ocorre um fenômeno chamado expansão do Universo. A expansão do Universo.
Que, desde as suas primeiras horas, vem se expandindo. A partir dessa teoria, chegaram à conclusão de que o universo tem 13,8 bilhões de anos-luz de distância.
Com isso, fica bem mais fácil explicar o redshift, como mencionei antes: é a distorção para o vermelho. E o blueshift indica que os astros estão próximos de nós.
E por que ocorreu essa confusão? Na foto do Campo Profundo, não deveriam existir essas enormes galáxias, porque o universo estaria em formação. Se houvesse, seriam poucas galáxias e astros menores.
Qual a hipótese do que deveria ter acontecido nesse pequeno espaço de tempo?
Se analisarmos e compararmos o universo a um ser humano: o ser humano, na sua fase de criança, tem mais “energia” e consegue realizar muitas coisas; com o passar do tempo, ao crescer, vai perdendo a energia e se tornando mais maduro. O que deve ter ocorrido para essas grandes galáxias era que, no período primitivo, o universo estava engatinhando e tinha muita matéria para ser usada. Sendo assim, formaram-se as galáxias gigantes nos primórdios do universo. Hoje, esse material não é tão abundante como na era primitiva.


