As Sondas Voyager tiveram alguns problemas técnicos.

As Sondas Voyager tiveram alguns problemas técnicos.

Sondas Voyager

  • Voyager 1 teve um problema técnico que causou uma falha de comunicação entre a sonda e a equipe de missão na Terra. O problema estava no sistema de dados de voo (FDS), responsável por coletar e processar dados de vários instrumentos científicos e monitorar a saúde geral da espaçonave. Este problema interrompeu o fluxo normal de transmissão de dados. A equipe da Voyager tentou reiniciar o FDS para corrigir o problema, mas infelizmente esses esforços não tiveram sucesso.

  • Voyager 2 também teve um problema técnico. No início de 2023, a NASA perdeu contato com a Voyager 2 depois que o controle da missão transmitiu comandos de rotina que inadvertidamente desencadearam uma mudança de 2 graus na orientação da antena da sonda. No entanto, os engenheiros da NASA conseguiram se comunicar com a sonda e começaram a ligar novamente vários instrumentos.

A História.

As sondas Voyager são duas espaçonaves robóticas lançadas pela NASA em 1977, visando explorar os planetas gigantes do Sistema Solar: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Elas foram as primeiras a visitar esses mundos e suas luas, revelando detalhes inéditos sobre suas atmosferas, anéis, campos magnéticos e geologia. Além disso, as sondas Voyager levam consigo um disco de ouro com imagens e sons da Terra, uma mensagem para possíveis civilizações extraterrestres que as encontrem no futuro.

A história das sondas Voyager começa na década de 1960, quando os cientistas da NASA planejavam um ambicioso programa chamado Planetary Grand Tour, que pretendia aproveitar um raro alinhamento dos planetas exteriores que ocorre a cada 175 anos. Esse alinhamento permitiria que uma espaçonave usasse a assistência gravitacional de cada planeta para acelerar e mudar de direção, economizando tempo e combustível. No entanto, por questões orçamentárias, o programa foi reduzido e apenas duas sondas foram construídas: a Voyager 1 e a Voyager 2.

A Voyager 2 foi a primeira a ser lançada, em 20 de agosto de 1977, seguida pela Voyager 1, em 5 de setembro do mesmo ano. As duas seguiram trajetórias diferentes: a Voyager 1 foi direcionada para Júpiter e Saturno, com ênfase nas luas Io e Titã, enquanto a Voyager 2 foi programada para visitar também Urano e Netuno. As duas sondas fizeram descobertas incríveis em cada planeta que passaram, como os vulcões ativos de Io, os anéis de Urano, a tempestade hexagonal de Saturno e o misterioso Tritão, a lua mais gelada de Netuno.

Após completarem sua missão no Sistema Solar, as sondas Voyager continuaram sua jornada rumo ao espaço interestelar, entrando em uma nova fase chamada Missão Interestelar Voyager. Em 1990, a Voyager 1 tirou a famosa foto conhecida como “Pálido Ponto Azul”, mostrando a Terra como um minúsculo píxel na imensidão cósmica. Em 2004, a Voyager 1 cruzou a heliopausa, a fronteira entre o Sistema Solar e o meio interestelar. Em 2012, ela se tornou a primeira espaçonave a entrar no espaço interestelar, seguida pela Voyager 2 em 2018.

Atualmente, as sondas Voyager são os objetos mais distantes da Terra feitos pelo ser humano. A Voyager 1 está a cerca de 23 bilhões de quilômetros da Terra, ou 154 unidades astronômicas (UA), enquanto a Voyager 2 está a cerca de 19 bilhões de quilômetros da Terra, ou 127 UA. As duas sondas continuam enviando dados científicos sobre o ambiente interestelar, apesar de terem perdido alguns instrumentos ao longo do tempo. Elas são alimentadas por geradores termoelétricos de radioisótopos (RTG), que usam o calor da decadência do plutônio-238 para gerar eletricidade. Estima-se que as sondas tenham energia suficiente para operar até pelo menos 2025.

As sondas Voyager são um marco na história da exploração espacial e um testemunho da curiosidade e da criatividade humanas. Elas nos mostraram maravilhas do nosso Sistema Solar e nos deram uma nova perspectiva sobre o nosso lugar no Universo. Elas também carregam um pouco da nossa cultura e da nossa esperança de encontrar outras formas de vida além da Terra. Quem sabe um dia elas não serão encontradas por alguém que possa decifrar o disco de ouro e ouvir a nossa mensagem?

About Author

Deixe uma resposta

error: Esse conteúdo é protegido