Passeando pela Cartografia




A cartografia é a representatividade do espaço real para o gráfico. Esta ciência é apresentada por compreensão de estudos e operações científica, técnica e artística, e integram a discussão de fenômenos físicos e socioeconômicos. A palavra cartografia foi introduzida por Manuel Francisco Carvalhosa. Apesar desta ciência ser reconhecida apenas no século 19, muitos determinantes já apontavam indícios para a sua prática. A arte rupestre enquadra-se perfeitamente esta condição, o homem primitivo analisava o movimento de sua caça e depois a representava as cenas nas paredes das cavernas, ou seja transformava a sua “realidade” em “representação”.




            O mapa datado como o mais antigo é o GA-SUR, feito na babilônia, era um tablete de argila cozida de aproximadamente dos anos de 2400 a 2200 a.c. Este mapa representava duas cadeias de montanhas e no centro o rio que provavelmente seria o Eufrates. A Grécia teve enorme contribuição para a cartografia, podendo-se destacar o Erastóstenes, que fez um experimento para medir a esfericidade da terra, “experiência fantástica” Ele colocou o gnómon (projetor de sombra no relógio do sol) em Siena, Egito, o outro em Alexandria. As 12 horas do solstício de verão, pode se perceber que não havia sombra em Siena, já em Alexandria estava projetada a sombra, comprovando assim que a terra não era plana.

               Na era medieval o mapa que ganhou notoriedade foi o T-O, a sua representatividade mostrava o conceito de religiosidade, vindo da bíblia. Este mapa trazia 4 conceitos em linhas:

1ª Linha: O mundo é representado de forma retangular, ele nega a ideia de Erastóstenes, e do céu, onde a terra está inserida dentro de uma caixa fechada.

2ª Linha: Representa a forma mais tripado, sendo Jerusalém o território que ocupava o centro, a Ásia na parte superior que definiram como paraíso, a Europa a esquerda e África a direita.

3ª Linha: São mapas manuscritos conhecidos como Beatos, que tiveram origem da escrita “comentários do Apocalipse”, atribuído a Beatos de Liébano, Espanha. Representa os três continentes já descritos, mais a inserção da “antípoda” onde vivem seres monstruosos.

4ª Linha: Os mapas anglo-normandos, aparece na idade média clássica, desenvolvido por Franceses entre os anos de 1000 a 1300, este representa a terra com o incremento de aparelhagem tecnológica os mapas ficaram mais sofisticado (bússola, astrolábio, caravela) permitiram as grandes navegações a explorar e colonizar outros espaços.




              Os Portulanos, introduziram a rosas dos ventos (Norte, Sul, Leste, Oeste), surgindo outras técnicas e formas de representação gráfica, me refiro a projeções (Mercator, Peter, Robinson). Cada um deles discutem suas versões do Mundo. Hoje temos computadores, Gps, satélites e software próprios para construção, sendo o sensoriamento remoto o que ganhou maior notoriedade. A cartografia por volta do século 19, foi atribuída a serviço do guerra (“isso, serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra” de Yves Lacoste) nesta época foram introduzidos outros recursos que supria a fragmentação dos elementos contidos na rosas dos ventos: Cardeais (N,S,L,O), colaterais (NE, SE, SO, NO), sub-colaterais ( NNE, ENE,ESSE, SSE, SSO,OSO,ONO,NNO), não davam conta do enorme espaço da terra.




                 Devido a essa fragmentação nasceu as linhas imaginárias e os ângulos, por ser preciso dariam a localização exata em qualquer extremidade da terra. A latitude (paralelos) representam o corte horizontal, o mesmo pode servir para identificar as zonas térmicas as principais linhas são: Linha do Equador, tropico de câncer e capricórnio, ciclo polar ártico e antártico. A latitude (paralelo) dividem a terra em dois hemisférios Norte e Sul, sendo o seu ponto inicial a Linha do Equador, por ser maior e alcançar o ângulo de 180º. A longitudes divide em Oeste e Leste, juntamente com os meridianos possuem dupla função, a sua segunda é dividir em 24 linhas o mesmo da durabilidade do dia, servindo assim como base para a marcação dos fusos horários.




               Acredito que já percorremos um longo caminho para resgatar a história da cartografia, relembrando alguns pontos e fatos que nos fazem refletir, com o avanço da ciência nos próximos anos teremos a cartografia ainda mais aprimorada e com recursos melhores ainda. Até a próxima… Valeu.




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