Livro e memória

            Qual o melhor livro  pra você?  Sempre quando associamos a palavra livro vem à tona principalmente escola, aprendizagem, estudante e professor, não é verdade? Mas é claro que isto está associado a diversos fatores: família, ambiente social que o sujeito está inserido. É sempre bom lê, não é verdade? Os livros sempre fizeram parte da nossa história sendo assim, memória, pois seria impossível conhecer outra cultura se não estivéssemos em mão um livro, Ah! Mas o livro é um repositório de memórias?

            Isso você quer dizer? Sim, basicamente…, mas a obra depende da visão daquele que enxerga, minha história contada é diferente do outro, não somos iguais, somos semelhantes, mas o cérebro não é o mesmo em todos os seres humanos? correto? Não, o cérebro humano é diferente pelo simples motivo, nós não temos comportamento diferente, se fosse contrário vivíamos em pé de igualdade e agiríamos, e reagíramos igualmente.




            O livro é a representação da memória e o formador da personalidade como diz: Ivan Izquierdo     na sua obra: Memória “ O conjunto das memórias de cada um determina aquilo que denomina a sua forma de ser”, ou seja, toda memória adquirida forma a nossa vida”. Por que será que nós que residimos no Brasil e chamamos de brasileiros? Porque todo o registro de memória que está em nossas cabeças, pois está relacionado a história que foi concretizada em nossa memória: Pedro Alvares Cabral, Rio Amazonas, Frevo, Samba, Axé, tudo isso caracterizam a cultura brasileira e o livro é a garantia de que essas memórias nunca se acabam. Por tanto, temos uma relação bem amistosa: Memória, Livro e História.

          Por isso o livro é transformador, ou melhor a memória concretizada no livro, pode modificar um ser, a educação é transformadora, sim, mas o livro é mais, assim penso. Ao começar a ler uma obra tenha uma certeza que você não será o mesmo, pois mudanças químicas no seu cérebro modificam a cada atividade, nós somos seres biológicos que não nascemos prontos, somos modificados a cada minuto, somos seres moleculares que por alguma razão nos tornamos conscientes desse mesmo ser molecular.

           Alguma vez em sua vida de leitura já parou para pensar a importância do profissional tradutor? Essa profissão é tão antiga quando a própria humanidade, é de suma importância o papel dele na proliferação das culturas, como estaríamos se não tivéssemos a tradução em nosso idioma, não seriamos nem a metade do que somos hoje, alguns mais esforçados aprenderiam na marra outro idioma, mas os demais ficaram estagnados. Agora temos uma singela relação: Memória, Livro, História e Tradução. Tudo isso é uma viajem fantástica e bem ardilosa, não é fácil chegar a esse ponto, mas chegamos aqui devido as nossas três memórias: curtíssimo prazo, curto prazo e longo prazo.

          As duas primeiras são consideradas memórias que registram pequenas informações e ela tem uma valoração que serve para aliviar o estresse em nossos processamentos cerebrais, pois as informações são retidas por pouco tempo, a do longo prazo já possui outras relações, ela nos define, somos sujeitos que fomos moldados por nossas memórias que ficaram registradas na memória do longo prazo , nossa personalidade, nosso ser. A memória de Longo prazo defini aprendizado, pois o primeiro local onde registrados informações para depois essa tornar conhecimento é o livro, como já disse: o livro é o repositório de memórias adquiridas e algumas obras oriundas do tradutor.




        Todo o aprendizado é árduo, engana-se que estudar é fácil, não o é.… tente imaginar o que forma um conhecimento antes que ele vire livro, informação e conhecimento? Alguém deve-se perceber algo ou problema que esteja em nossa realidade, para que esse caracterize um estudo, para que esse transforme em memória, para que se torne livro, seja traduzido de uma cultura a outra para depois vim a sua mão. Mas a história/ teoria/conhecimento no livro que tu lês é a história verdadeira ou é apenas um conjunto de memória adquirida da vivência do autor?

           A história na sua essência é totalmente difícil de ser adquirida, por isso existe o experimento, imagine você ler uma obra de Stephen Hawking sobre buracos negros? Como comprovar realmente como o buraco negro é em sua essência? Não tem como. Chegamos uma relação bem mais amistosa? Memória, livro, História, tradução e experimento. Até onde podemos chegar a tudo isso?  Não tenho resposta para esse questionamento, ou melhor, não tenho resposta para nada, somente perguntas, pois as respostas perdem a sua valorização, quando criamos mais perguntas..




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