Isso é a sua opinião!!




Quando a opinião é formulada? Penso que no momento que sentimos a necessidade de resolver, definir, ou entender um problema imediato de alta complexidade ou baixa. No caso a opinião será formulada ao me interagir com o objeto, pois opiniões são impressões da pessoa ao objeto observado. Não quero passar a ideia de pensamento sobre o objeto, pois o pensamento é derivado de inúmeras observações, comprovações científicas que são concretizadas através de altas análises e pesquisas. Me refiro a formação da opinião e sua simplicidade sobre o outro, o EU, EGO, como queiram chamá-lo. As opiniões são formadas devido a fatores históricos e percepções já conhecidas por parte daquele que opina.

Ou seja, ao opinar sobre o “outro” seu próprio cérebro vasculha impressões, características já conhecidas, sobre uma determinado “destaque” como se fosse uma procura no arquivo mental de “ideais” já consolidadas, tais como: física, psicológica, emocional e inúmeras outras. Ao procurar no arquivo mental  se materializam instantaneamente em opinião sobre aquele objeto que foi observado. Pense comigo, é um tanto justificável quando inicia um diálogo ou debate, ao observar a frase bastante famosa: “ isso é apenas a sua opinião”, ou seja, ao dirigir as suas impressões, você está fazendo a materialização de informações já conhecidas que foi sendo formada na sua vivência cultural e histórica.




Vejamos um exemplo: “Rodrigo você é desinteressante”, ao sugerir que o Rodrigo seja desinteressante a segunda pessoa, está procurando informações e características já estabelecidas como “ideais” que justifiquem o Rodrigo ser desinteressante, porque a pessoa que opina, viu no Rodrigo essa informação ou impressão que é conhecida pela pessoa que opina, concretizando o seu ideal, quantas vezes você na sua vida já encontrou pessoas “desinteressantes” ao ver o Rodrigo, logo caracterizou-lhe. E no caso perguntasse ao Rodrigo se ele se vê como desinteressante, qual seria a resposta?




            Ele poderia concordar ou discordar isso seria a suas respostas prováveis, não é mesmo? Mas o Rodrigo tem que entender que ao caracterizar como desinteressante ou não, ele estará passando pelo mesmo processo de reformulação de opiniões igualmente ao primeiro exemplo. E aí o Rodrigo é desinteressante ou não? É provável que ele não saiba, pode ser que sim, ou não, depende da sua opinião kkk.

As vivências pessoais e culturais são os principais catalisadores e formuladores de opiniões e reflete se naquilo que você pensa que o objeto é? Muitas das vezes você percebe que as suas impressões não são corretas e você acaba mudando sua opinião, pois você percebeu ou teve outras impressões que anula a sua primeira impressão.




Algumas ciências do comportamento humano estudam esse pequeno objeto “opinião” e caracteriza-o com um valor emocional, sendo que as observações designam as impressões pessoais do indivíduo sendo necessário a absorção dos ideais do meio para caracteriza-lo como opinião. O valor emocional deve estar presente na observação quando essa “opinião” está carregada de sentimento de culpa, ódio, raiva, inveja e que essa opinião tende a caracterizar uma difamação ou elogio exagerado ao objeto.




Me refiro ao momento que é caracterizado a opinião ao objeto, deve perceber que não seja um discurso de ódio ou alegria, pois quando a opinião tende a denegrir a imagem, ou causar uma boa impressão esteja refletindo as suas próprias impressões pessoais, na qual me refiro ao reflexo do meu Eu no outro.

 O que vejo em você é aquilo que penso de mim mesmo, sendo que esse mesmo reflexo já é formulado pela minha vivência histórica. É bom parar e pensar um pouco quando dirigirmos as nossas opiniões, pois pode correr o risco de ser impressões não verdadeiras, ou o reflexo da sua pessoa no outro, será que você se odeia ou ama demais, porque dificilmente uma pessoa feliz opina algo ruim dos outros e suas reformulações e impressões foram criadas devido as suas impressões ao longo do tempo e poderá não condizer com a “verdade”.




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