Educação ambiental para quem?




A reflexão sobre as práticas sociais, em um contexto marcado pela degradação permanente do meio ambiente e do seu ecossistema, inserida numa ótica de mundo globalizado e capitalista,  gera a  promoção do consumismo, sendo assim, a necessidade de promover a educação ambiental interdisciplinar na escola, com intuito de gerar reflexão e mudanças de hábitos, não apenas o estudo da ecologia ou poluição,  como  que é praticado nas escolas que  muitas das vezes a execução desses projetos são lineares com um enfoque na coleta seletiva.




               Hoje o maior desafio na pratica da educação ambiental é colocar e formular uma educação que seja crítica e inovadora. O seu principal objetivo é buscar uma perspectiva holística entre homem, natureza e o universo que muitas das vezes são esquecidas ou não promovidas. A educação ambiental interdisciplinar tentará explicar e analisar a ação do homem no espaço permitindo que o aluno estude os fenômenos que ali ocorrem e entendam que suas ações no meio afetam diretamente a si próprio, não apenas numa perspectiva antropológica mas biológica, fisiológica e cosmológica.




               Sendo assim, o objetivo do estudo da educação ambiental interdisciplinar é entender que o meio ambiente não é resumido apenas o contexto humano e ecológico como podemos verificar o conceito jurídico de meio ambiente segundo a da lei 6938: Meio ambiente em sua definição consiste em um conjunto de condições e interações de ordem física, química e biológica que permite abrigar e reger a vida em todas as formas, sendo abiótico (Atmosfera, solo e relevo etc.) e biótico (todos os seres que possuem vida). Entendo como um conjunto social, dinâmico, biológico, físico e cosmológico e não apenas ecológico como costumam ser difundido nas escolas de educação básica




             Para que se dê uma nova interação entre meio ambiente e a interdisciplinaridade devemos resgatar alguns processo histórico como percebemos que seu primeiro movimento foi a partir de meados da década de 1970, um dos primeiros autores a refletir sobre o termo interdisciplinaridade foi Hilton Japiassú, em seu livro ‘Interdisciplinaridade e Patologia do Saber’. Japiassú acentua que a interdisciplinaridade ou o espaço interdisciplinar “deverá ser procurado na negação e na superação das fronteiras disciplinares”. Com respeito às questões interdisciplinares, dispõe-se nesse país, de muitos trabalhos de Ivani Fazenda. Para ela, a interdisciplinaridade é uma relação de reciprocidade de mutualidade, um regime de copropriedade que iria possibilitar o diálogo entre os interessados (FAZENDA, 2002).




             A educação ambiental com intuito interdisciplinar demonstrará ao aluno da educação básica uma nova visão da nossa realidade, trabalhada em conjunto com as disciplinas despertando a visão holística e não linear com intuito de abranger um maior universo de interpretação, claro que teremos a teoria da complexidade  para levar ao aluno um estudo com maior abrangência. A autonomia ambiental  deve-se esta inserida desde a  educação infantil que deve reformular noções e conceitos, levando este estudo até o ensino superior. Por isso que a educação com o enfoque inter despertará o aluno uma visão melhor e mais realista dos problemas ambientais locais e mundial,  ele se sentirá componente primordial no meio, as disciplinas da grade curricular serão componentes que dará sustentação ao aprendizado.




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