O Ser humano é um ser complexo que cria, modifica e transcende as suas essências.

A cada indivíduo existe uma certa organização desses pensamentos ou sentimentos.  Freud chama isto de Ego e é nessa instância que o processo de consciência está ligado. Entende-se que é neste processo que atribuem as descargas de energias e excitações para o mundo externo e transcendência que vem para conjetura que forma um pensamento mais holístico.

A consciência está voltada a questão mais interna do ser humano e ainda existem áreas do conhecimento que prende a consciência e parte dela  e estar ligada ao aparelho psíquico como nos diz a psicanálise,  visando compreende que deve ser compreendidas as conjeturas que foram todo o aparelho psíquico: o self, personalidade, instância psíquica (ego, ‘id’ e superego). Nenhum aspecto da mente humana é fácil de investigar e para quem deseja compreender os alicerces biológicos da mente, a consciência não é somente uma parte biológica ou fisiológica.

[…] Dissemos que a consciência é a superfície do aparelho mental, ou seja, determinamo-la como função de um sistema que, espacialmente, é o primeiro a ser atingido a partir do mundo externo, e espacialmente, é  o primeiro a ser atingido a partir do mundo eterno, e espacialmente não apenas no sentido funcional, mas também, nessa ocasião, no sentido de dissecação anatômica. (FREUD, 1923, p.33).

Dar-se a compreender que o superego é a  parte do ID modificada pela influência do sistema perceptivo representando a mente no mundo real. Pode dizer-se que há a existência da gradação no EGO neste ponto posso presumir que:

[…] o objeto  perdido foi instalado novamente no ego, isto é, que uma catexia do objeto foi substituída por uma identificação. Nesta ocasião, contudo, não apreciamos a significância plena desse processo e não sabíamos quão comum e típico ele é. Desde então, soubemos que essa categoria de substituição tem grande parte na determinação da forma tomada pelo EGO, e efetua uma contribuição essencial no sentido na construção do que é chamado seu “caráter” (FREUD, 1923, p. 41)

É fácil imaginar que a consciência provavelmente abriu caminho na história humana, sem ela não seria possível desenvolver uma consciência moral, religião, organização social e tecnologia, a consciência com uma relação biológica que nos permite saber o que sentimos, enxergando ou sentindo. O que penso sobre a consciência, neste sentido ela é indispensável para o ser humano em que tratamos em processos que envolve pensamento, raciocínio e analogias,  porem o homem sem consciência entra em estado vegetativo sem poder elucidar o raciocínio, a consciência impacta os sentimentos na mente humana.

A consciência é ponto crucial na vida humana, onde podemos distinguir se isso é bom?

Isso é mal? É uma carta? Estou com fome? Tenho prazer? A consciência conduz parte da personalidade que abrange o todo o ser, mas está alinhado ao Self é ao ponto de elucidação da consciência que é a imagem que criamos de si, não o que sou verdadeiramente, mas o que está à tona para que outras pessoas possam enxergar. O cérebro cria padrões mentais para tudo que enxergamos, ouvimos estes padrões mentais em um nível mais elevado do aspecto biológico.

A consciência é um fenômeno inteiramente privado da mente e estes dois processos estão vinculados aos comportamentos externos que podem ser observado por outros seres humanos apesar de ser um processo privado que acontece na mente. O Freud em sua obra Ego e o ID, e outros trabalhos faz-nos a pensar sobre a consciência:




[…] “estar consciente” é, e primeiro lugar, um termo puramente descritivo, que repousa na percepção do caráter mais imediato e certo. A experiência demonstra que um elemento psíquico (uma ideia, por exemplo) não é, por norma, consciente por um estado de tempo prolongado. Pelo contrário, um estado de consciência é caracteristicamente, muito transitório; uma ideia que  é consciente  agora não o é mais no momento depois, embora assim possa tornar-se novamente, em certas condições que são facilmente ocasionadas […]. (FREUD, 1923, p. 27-28).

Para uma maior compreensão a psicanálise é fenomenológica por essas questões. Por ser um método de investigação “filosófica” precisa entender as características que parte da vivência. Para Heiddegger (1987) o fenômeno não se apresenta visível, ele se mostra ocultamente, deve apresentar a partir da manifestação e só a partir disso, é anunciado, sendo assim, ele pode se tornar investigável.  Este método visa compreender os problemas oriundos das ciências humanas, ciências sociais como a psicologia, psiquiatria e naturais como a biologia, já mencionada as humanas: teologia, filosofia, antropologia e dentre outros, estas ciências estão no cerne da vivência.

Este ser humano faz parte de algo pertencente a uma enorme estrutura que é cósmica faz parte do universo este ser busca sentido nas coisas, na tentativa de reduzir para entender as partes menores para depois compreender o todo aproximando o máximo possível da sua autenticidade a análise dessa essência revelaria outros aspectos

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